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Claude amplia atuação no Brasil com parceiros especializados

A Corevalue, consultoria brasileira especializada em infraestrutura de inteligência artificial, está entre as primeiras empresas da América Latina ...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
17/06/2026 às 16h51
Claude amplia atuação no Brasil com parceiros especializados
ChatGPT/OpenAI

A adoção de inteligência artificial deixou de ser uma iniciativa experimental em muitas empresas e passou a integrar discussões de infraestrutura, governança, segurança da informação e produtividade corporativa. Nesse contexto, a Corevalue, consultoria brasileira especializada em infraestrutura de inteligência artificial, governança e arquitetura corporativa, passa a se posicionar no mercado nacional como parceira especializada em adoção de Claude para empresas.

O movimento ocorre em um momento de aceleração global do uso de IA nas organizações. De acordo com o relatório AI Index 2025, da Universidade Stanford, 78% das organizações reportaram uso de inteligência artificial em 2024, ante 55% no ano anterior. O mesmo relatório aponta que os investimentos privados globais em IA generativa chegaram a US$ 33,9 bilhões, crescimento de 18,7% em relação a 2023.

No Brasil, entretanto, a adoção ainda apresenta um quadro mais desigual. A pesquisa TIC Empresas 2024, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, apontou que 13% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas declararam utilizar aplicações de inteligência artificial em 2024, a mesma proporção registrada em 2023 e 2021. O levantamento também indicou maior concentração da tecnologia em empresas de maior porte, com diferenças relevantes entre pequenas, médias e grandes organizações.

Esse contraste entre aceleração global e adoção nacional ainda restrita tem ampliado a demanda por estruturas técnicas capazes de transformar testes isolados em uso corporativo governado. A discussão passou a envolver não apenas a escolha de modelos de linguagem, mas também temas como gestão de identidades, proteção de dados, rastreabilidade, integração com sistemas internos, avaliação de riscos, treinamento de usuários, controle de consumo e arquitetura de implantação.

A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, anunciou em março de 2026 a criação da Claude Partner Network, rede global voltada a parceiros que apoiam organizações na adoção corporativa da plataforma. Segundo a companhia, a iniciativa prevê investimento inicial de US$ 100 milhões em 2026 para treinamento, suporte técnico e desenvolvimento conjunto de mercado com parceiros.

A Corevalue afirma integrar esse movimento com foco em empresas brasileiras que buscam estruturar o uso de IA generativa em ambientes corporativos. A atuação da consultoria está concentrada em três frentes: infraestrutura de IA, adoção corporativa de Claude e governança para uso seguro e escalável da tecnologia.

A abordagem difere de projetos baseados apenas na automação pontual de processos. Em ambientes corporativos, a adoção de modelos de linguagem envolve decisões sobre arquitetura, segurança, dados, custos, papéis de usuários, políticas internas, integrações e observabilidade. Esses elementos tendem a se tornar mais relevantes à medida que ferramentas de IA passam a ser utilizadas por diferentes áreas da organização.

Relatórios recentes reforçam essa mudança de agenda. A McKinsey, em sua pesquisa global sobre o estado da IA, apontou que 51% dos respondentes de organizações que utilizam IA relataram ao menos uma consequência negativa associada ao uso da tecnologia, incluindo problemas ligados à imprecisão dos sistemas. O dado reforça a necessidade de mecanismos de controle, avaliação e mitigação de riscos em projetos corporativos.

A Microsoft identificou que 78% dos usuários de IA já levam suas próprias ferramentas para o trabalho, fenômeno conhecido como BYOAI. A IBM reforça o risco operacional dessa lacuna: em seu Cost of a Data Breach Report 2025, apontou que uma em cada cinco organizações reportou uma violação relacionada a shadow AI, enquanto apenas 37% tinham políticas para gerenciar ou detectar esse uso.

Para a Corevalue, esse cenário indica que a adoção de IA corporativa tende a se aproximar das disciplinas já conhecidas em cloud computing, segurança da informação e governança de dados. A empresa avalia que temas como AI FinOps, gestão de consumo de tokens, políticas de acesso, escolha de modelos, governança de prompts, integração com bases internas e uso de agentes auditáveis e seguros devem ganhar espaço nas decisões de CIOs, CTOs, CFOs e lideranças de tecnologia.

A escala de investimento também confirma que esse risco tende a crescer. A IDC projetou que os gastos globais de TI com IA devem crescer 31,9% ao ano entre 2025 e 2029, alcançando US$ 1,3 trilhão em 2029, impulsionados especialmente por aplicações agentic AI e sistemas para gerenciar frotas de agentes. Em infraestrutura, a IDC estimou que os gastos mundiais chegaram a US$ 318 bilhões em 2025, mais que o dobro dos US$ 153 bilhões de 2024, e podem alcançar US$ 758 bilhões até 2029.

Nesse ambiente, a atuação de parceiros especializados passa a ocupar papel relevante para empresas que pretendem adotar IA sem concentrar a discussão apenas na ferramenta final utilizada pelos colaboradores. O desafio passa a ser a construção de uma camada operacional que permita o uso da tecnologia com controle, segurança, mensuração e alinhamento às políticas internas.

A Corevalue informa que sua atuação com Claude envolve avaliação de maturidade, desenho de arquitetura, governança de uso, capacitação de áreas internas, definição de políticas, estruturação de ambientes corporativos, infraestrutura de dados, MLOps, LLMOps, observabilidade, roteamento de modelos, guardrails e controle de custos de IA.

O movimento ocorre em um mercado no qual a inteligência artificial generativa passa por uma transição: de ferramenta individual de produtividade para componente de infraestrutura corporativa. Essa mudança exige que empresas tratem a tecnologia não apenas como software, mas como uma nova camada operacional, com implicações técnicas, jurídicas, financeiras e organizacionais.

"A próxima fase da IA corporativa será definida pela capacidade das empresas de transformar experimentos isolados em uma camada operacional governada. Isso exige arquitetura, controle de acesso, integração com dados internos, rastreabilidade, observabilidade, gestão de custos e políticas claras de uso. Sem essa base, a IA escala fora do perímetro de segurança e passa a criar risco operacional, jurídico e financeiro", afirma Guilherme Mazetto, Head of AI Architecture da Corevalue.

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